A BR 101 na área sob concessão da Ecovias Capixaba registrou média de 10 acidentes por dia no primeiro mês de 2026, no trecho entre a divisa ES/RJ e 50km do Sul da Bahia. No total, foram 307 acidentes, com oito vítimas mortas e 156 pessoas feridas.
Os dados apontam que a sexta-feira foi o dia da semana com maior número de ocorrências, concentrando 64 acidentes. Em relação ao horário, a maior parte dos registros ocorreu pela manhã, faixa que somou 106 casos.
Já os acidentes fatais apresentaram comportamento distinto: houve ao menos um registro fatal em cada dia da semana, sendo o período noturno o mais crítico, com três ocorrências.
Entre as vítimas mortas, os motociclistas representam o grupo mais vulnerável, correspondendo a 62% dos casos. Ocupantes de carros ou caminhões respondem por 25% das mortes, enquanto pedestres representam 12% das vítimas.
O levantamento também mostra predominância de homens entre mortos, que correspondem a 75% do total.
No recorte sobre segurança, a concessionária destaca que as duas vítimas que estavam em carros ou caminhões utilizavam cinto de segurança.
As colisões traseiras lideram as estatísticas de acidentes, com 71 registros, seguidas pelas colisões laterais (48) e choques contra objetos fixos (42).
Também aparecem entre as principais tipologias as colisões transversais (32), saídas de pista (27) e quedas de motocicletas (24).
Quando analisadas especificamente as principais causas das mortes, as colisões frontais e traseiras aparecem com dois registros cada.
Também foram registrados óbitos decorrentes de atropelamento de pedestre, choque contra objeto fixo e colisão transversal.
Atendimento ao usuário
Ao longo de janeiro, a Ecovias Capixaba contabilizou 5.522 ocorrências na rodovia, que resultaram em 7.250 atendimentos prestados aos usuários.
Entre os serviços mais demandados estão os atendimentos mecânicos, que somaram 2.695 registros, e os atendimentos médicos, com 496 ocorrências.
Obras e ampliação
No campo das obras, a duplicação entre o km 242 e o km 247,3, na Serra, atingiu 88,7% de execução. Já o segmento entre o km 357 e o km 373, entre Alfredo Chaves e Iconha, alcançou 7,06% de avanço.
No trecho entre o km 347 e o km 354, entre Guarapari e Anchieta, as obras de duplicação foram concluídas e o segmento já foi liberado ao tráfego.
Conservação e manutenção
As ações de conservação da rodovia incluíram a revitalização de 28 quilômetros de sinalização horizontal e a revitalização ou implantação de 859 placas.
Também foram realizados reparos em 1,1 quilômetro de defensas metálicas e em 6,30 quilômetros de pavimento.
Outro dado destacado pela concessionária é o reaproveitamento de 3.962,5 pneus na produção de asfalto, iniciativa associada à destinação ambientalmente adequada de resíduos e à melhoria das condições do pavimento.
A Ecovias Capixaba é a concessionária responsável por administrar 478,7 quilômetros do trecho capixaba da BR-101, que vai do trevo de acesso à cidade de Mucuri, no Sul da Bahia, até Mimoso do Sul, no Espírito Santo, município que faz divisa com o Rio de Janeiro.
A área concedida corta 25 municípios do estado do Espírito Santo e um da Bahia. (Da Redação com Ecovias Capixaba)


























Já estamos exaustos em dizer que: A SOLUÇÃO É A DUPLICAÇÃO DE TODO TRECHO.
Antes era ECO 101 agora Ecovias Capixaba, e o que muda? Nada. Só a razão social da concessionária. Antes havia um contrato de duplicação de todo o trecho. A Eco 101 não cumpriu, agora parece que foi definitivamente excluída essa possibilidade, ou seja, a população ao norte de ES tem o dever de pagar pedágio, mas não terá uma pista segura para, por exemplo ir em Vitoria.
A duplicação do trecho norte é fundamental para primeiro garantir segurança e dois; reduzir o número de acidentes registrados todos os dias, pois é inevitável que em uma colisão frontal entre dois veículos os ocupantes saiam com vida.
Repito: a BR 101 no Norte do ES precisa ser duplicada, com urgência.