O número de casos suspeitos da contaminação misteriosa no Hospital Santa Rita de Cássia, em Vitória, subiu para 90 na noite desta quinta-feira (30), segundo o boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Entre os casos investigados estão funcionários, acompanhantes e três pacientes, sendo um deles internado na UTI oncológica.
De acordo com o boletim, 70 dos casos suspeitos são de funcionários da unidade hospitalar — nove continuam internados. O restante inclui 13 acompanhantes e 7 pacientes, totalizando 14 internações distribuídas entre Cariacica, Colatina, Guarapari, Serra, Vitória e Linhares.
A Sesa informou que o resultado das análises deve ser divulgado na segunda-feira (3). As amostras coletadas estão sendo examinadas em busca de mais de 300 tipos de vírus, bactérias e fungos.
Apesar do aumento nas notificações, a Secretaria destacou que não há novos casos desde o dia 22 de outubro. O crescimento no número total se deve à reclassificação de pessoas já atendidas, após a adoção de novos critérios de investigação definidos pelo Ministério da Saúde, que enviou dois representantes ao Espírito Santo para acompanhar o caso.
Situação dos casos
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Casos investigados em funcionários: 70
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Casos investigados em pacientes: 7
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Casos investigados em acompanhantes: 13
Internações:
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UTI: 2
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Enfermaria: 12
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Total: 14
Quem está internado:
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Funcionários: 9
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Pacientes: 3
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Acompanhantes: 2
Possíveis causas
As causas da contaminação ainda não foram identificadas. A principal hipótese levantada pelas autoridades de saúde é de que o surto possa estar relacionado a bactérias ou fungos presentes nos sistemas de água ou ar-condicionado do hospital. As investigações continuam em andamento.
Sintomas e critérios de suspeita
Segundo o protocolo da Sesa, para que um caso seja considerado suspeito, é necessário que o paciente apresente febre e sintomas específicos, divididos em dois quadros:
Quadro 1:
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Febre
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Alterações em exames de raio-X do tórax
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Pelo menos um dos sintomas: dor muscular, dor de cabeça ou tosse
Quadro 2:
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Febre
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Pelo menos dois dos sintomas: dor muscular, dor de cabeça ou tosse
Se o paciente apresentar dor de garganta, coriza ou alteração no olfato e paladar, ele deixa de ser considerado suspeito.
O caso segue sendo acompanhado de perto pela Sesa e pelo Ministério da Saúde, que reforçaram equipes técnicas para apoiar as análises laboratoriais e a revisão dos protocolos de segurança hospitalar. (Da Redação com SESA e G1 ES)























