O documentário “Apocalipse nos Trópicos” coloca Silas Malafaia, o pastor pentecostal de boca suja, como uma espécie de arauto do público evangélico. Mas não é o que parece ser.
Malafaia, com sua teolofia do domínio, parece agradar muito mais aos 10% radicais de direita, dispostos a repetir o 8 de janeiro, do que aos evangélicos em geral, mesmo os pentecostais ou neopentecostais – porque os históricos ele nunca representou.
A coluna Painel, da Folha de São Paulo, registrou que integrantes da bancada evangélica na Câmara descartaram nesta sexta-feira (15) uma reação mais forte contra a inclusão do pastor Silas Malafaia no inquérito do STF que investiga o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por articularem sanções internacionais contra o Brasil.
Nos bastidores, eles afirmam que a defesa de Malafaia será apenas “pro forma”. Isso porque o pastor não é “benquisto” por parte da comunidade evangélica, segundo lideranças ouvidas pelo Painel.
Além disso, há uma avaliação de que Malafaia “estava plantando” essa decisão, por causa dos fortes ataques que faz ao governo federal, a ministros do Supremo Tribunal Federal e até mesmo a aliados de Bolsonaro, como o presidente do PP, senador Ciro Nogueira, criticado por não ter assinado o pedido de impeachment de Alexandre de Moraes.
As condutas investigadas de Malafaia incluem coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. (Da Redação com Painel)





















