A Vigilância Sanitária (VS) de Pinheiros apontou esta semana, em matéria publicada pela coluna Cotidiano, do jornalista Leonel Ximenes, em A Gazeta, que o aumento da área plantada com eucalipto no município seria a principal causa do aumento do número de acidentes com escorpiões naquele município do norte do Estado.
Em Barra de São Francisco, desde o início deste ano, casos de picadas de escorpião foram registrados na cidade e também no interior, inclusive de uma criança de 10 anos, que chegou a ser internada por causa da doença.
Mas, como Barra de São Francisco não tem plantio de eucalipto de grandes proporções, a constatação da Vigilância Sanitária local é de os casos estão relacionados á falta de limpeza de terrenos baldios e lotes vagos.
Em Pinheiros, no ano passado, foram 136 casos foram registrados; e de janeiro até agora, já são 99 acidentes.
Sérgio Franco, coordenador da VS o órgão, aponta o aumento da área plantada de eucalipto como uma das causas para o surto escorpiônico no município. “Houve aumento do cultivo de eucalipto, e isso fez com que a população de escorpiões também crescesse”, alertou.
O eucalipto, segundo Franco, pelas suas características naturais, favorece a disseminação do bicho peçonhento. Um dos motivos seria a existência de pequenos compartimentos nas árvores, que, por funcionarem como esconderijos, atraem os insetos.
O aracnídeo, que é temido pela dor da ferroada e cuja picada pode até levar à morte, conta para se propagar com a “ajuda” da natureza e com sua resistência natural a venenos. Segundo o coordenador, inseticidas não matam esses insetos.
“O escorpião amarelo, que é o tipo mais comum encontrado em Pinheiros, também não precisa de parceiro para a reprodução, isso porque ela se dá por partenogênese, isto é, os óvulos se desenvolvem originando um novo indivíduo sem a necessidade de uma fecundação, bastando para isto que a fêmea encontre boas condições de calor e alimentação”, explica o especialista.
Segundo a Vigilância Sanitária, a população de escorpiões amarelos é constituída somente de fêmeas. Esta característica de reprodução faz com que essa espécie seja disseminada com maior facilidade.
Mas é possível evitar e prevenir o ataque desse inseto peçonhento, segundo Franco, que relaciona algumas medidas que podem ser adotadas pela população: limpe os quintais; evite acúmulo de madeira, entulhos e qualquer outro tipo de material que sirva de abrigo para o aracnídeo; evite pontos viciados de lixo; organize, ventile e ilumine ambientes; e não mate os sapos, os inimigos naturais do escorpião.
“Outra orientação é instalar soleiras nas portas, telas nas janelas, sacudir lençóis ao dormir, averiguar calçados e roupas antes de usar, tapar buracos de paredes e não aplicar inseticida nos escorpiões caso encontre um”, ensina o coordenador da Vigilância Sanitária de Pinheiros. (Da Redação com coluna Cotidiano/Leonel Ximenes)




























